DOR NO JOELHO PODE SER FALTA DE CONTROLE MOTOR

      O problema mais comum a acometer o joelho das mulheres é a chamada “Síndrome da Dor Anterior no Joelho”. Extremamente comum em corredoras e erroneamente chamada por muitos de “Condromalácia de Patela”, a Síndrome da Dor Anterior no Joelho é em geral causada por um desequilíbrio entre a capacidade fisiológica do joelho em suportar carga e o quanto o indivíduo ou atleta solicita da sua articulação. Isto pode gerar a inflamação de uma ou mais estruturas como: retináculos patelares, ligamento patelar, tendão quadriciptal, sinóvia, gordura de “Hoffa” ou eventualmente devido a lesões de cartilagem da patela e/ou tróclea. Uma característica muito comum nos pacientes que sofrem deste problema é o déficit de controle motor do CORE e da musculatura estabilizadora do quadril. Isto acaba por gerar o chamado “valgo dinâmico”, que secundariamente aumenta o vetor de forças sobre a articulação fêmuro-patelar e pode favorecer ao aparecimento da Síndrome da Dor Anterior no Joelho. Todo programa de tratamento e prevenção deste tipo de problema deve conter componentes para melhora da força e controle motor do CORE. Lembre-se que o controle do CORE é a chave para a execução da maioria dos movimentos realizados nas atividades esportivas e nas atividades da vida diária.
Informações fornecidas pelo Dr. Caio D’Elia*
Ortopedia e Traumatologia
Medicina do Esporte
Cirurgia do Joelho
site: www.vita.org.br

https://www.facebook.com/notes/core-360-treinamento-funcional/dor-no-joelho-pode-ser-falta-de-controle-motor/406966232678864

A IMPORTÂNCIA DA ATIVIDADE FÍSICA PARA A SAÚDE DO CÉREBRO

      Trabalhos recentes esboçam receita para a saúde cerebral na terceira idade. Os estudos parecem concordar em um ponto: é fundamental realizar atividades físicas.

     Experimentos recentes têm indicado a direção – para os mais entusiastas, o caminho – para um cérebro saudável na terceira idade. Os resultados coincidem em um ponto: atividade física é essencial.

Um dos mais recentes nessa linha, publicado no periódico Trends in Cognitive Sciences, é o feito pela equipe de Lars Nyberg, da Universidade Umeå (Suécia), que traz boa notícia: envelhecer é inevitável, mas o cérebro não precisa acompanhar esse processo. Adendo: conta mais aquilo que você faz na terceira idade pela saúde do órgão do que aquilo feito ao longo da vida. Paradoxal? Explicação: quando o assunto é cérebro, alguns ganhos logo são perdidos.

Conta mais aquilo que você faz na terceira idade pela saúde do cérebro do que aquilo feito ao longo da vida
Mas é fato que os cérebros de muitos idosos mostram pouca ou nenhuma diferença em relação aos de adultos mais jovens. Com desempenho cognitivo intacto, indicam que a manutenção cerebral é possível.

Um dos desalentos do cenário é o seguinte: educação não irá salvar seu cérebro, pois pesquisas mostram que doutores (PhDs) e pessoas de baixa escolaridade têm a mesma probabilidade de perder a memória com a idade. Nem mesmo profissões ‘complexas’ importam muito nesse quesito: os ganhos de ser um pensador contumaz perdem-se rapidamente com a aposentadoria.

Difícil e simples

Nos últimos tempos, a ‘malhação mental’ – palavras cruzadas são o exemplo clássico e mais recentemente o sudoku – ganhou adeptos e atenção da mídia. Para muitos especialistas, no entanto, o valor dessas atividades isoladas para a manutenção cerebral é ainda especulativo.

Quando o assunto é saúde mental, vale a seguinte fórmula: fórmulas fáceis parecem não existir.

Mas, talvez, exista uma fórmula ‘simples’, extraída de experimento recente com roedores feito pela equipe de Justin Rhodes, da Universidade de Illinois (EUA). Os resultados foram apresentados na última conferência da Sociedade para as Neurociências dos EUA – um artigo será em breve publicado, explica Rhodes à CH.

No experimento, camundongos foram divididos em quatro grupos. O ambiente do primeiro era um tipo de paraíso para esses roedores: boa comida, água com sabores, casinhas confortáveis e cenários coloridos, com túneis, bloquinhos etc. O segundo grupo também era de hóspedes ‘cinco estrelas’, com uma diferença: havia um disco (de pequeno diâmetro) que possibilitava aos roedores praticar alguma atividade física.

O terceiro grupo era o dos excluídos: realidade nua e crua, comida normal e uma gaiola sem nada. O quarto grupo era também de desapropriados, mas lá havia uma ‘roda gigante’, para os roedores correrem.

O resultado foi surpreendente. Feitos os testes cognitivos e análise de tecidos, apenas uma coisa importou para a saúde cerebral: se os animais tinham ou não se exercitado. Ambiente enriquecido não influenciou os resultados – apesar de os camundongos, diz Rhodes, adorarem os ‘brinquedinhos’ da gaiola.

Para muitos especialistas, o valor da prática de exercícios que estimulam o raciocínio, como as palavras cruzadas, para a manutenção da saúde cerebral ainda é especulativo. (foto: Evandro Souza/ Flickr – CC BY-NC 2.0)
Resumo do experimento: para manter o cérebro, é preciso atividade física. Ponto.

Por quê? Possível explicação: exercitar-se gera neurônios. A partir dos 30 anos, humanos perdem cerca de 1% por ano do volume do hipocampo, região do cérebro responsável pela memória e pelo aprendizado.

Corredor ou matemático?

Os resultados de Rhodes levam a questões interessantes. Uma delas: no quesito saúde cerebral, é melhor ser um corredor de longa distância ou um matemático sedentário?

Resposta de Rhodes para a CH: “Acho que a grande diferença é que os efeitos dos exercícios físicos na cognição parecem se generalizar por todos os domínios cognitivos. Enquanto a matemática poderia melhorar aspectos específicos da cognição relacionados a essa disciplina, a atividade física parece reforçar todos eles (ou, no mínimo, todos os diferentes tipos que até agora têm sido testados, como função executiva, memória de curto e longo prazos, aprendizado espacial, processo de aprendizado, aprendizado associativo etc.).

Rhodes: “Os efeitos dos exercícios físicos na cognição parecem se generalizar por todos os domínios cognitivos”
Rhodes dá seu veredicto: “Sem dúvida, é melhor ser um corredor do que um matemático sedentário (a menos que você queira ser bom em matemática e não se importe em perder outros aspectos da cognição que afetam a vida diária, como navegação espacial etc.).”

“Temos alguns [dados] neurobiológicos nesse aspecto. Parece que os novos neurônios criados com a corrida são largamente recrutados por diferentes tarefas que envolvem o hipocampo, enquanto aqueles gerados em resposta – ou que sobreviveram seletivamente – a um evento de aprendizagem são recrutados de modo específico, por apenas aquela experiência”, diz Rhodes.

“Eu não diria que a atividade física é o único fator-chave para a manutenção do cérebro. Vejo os exercícios como um contribuinte, mas estudos epidemiológicos também sugerem, de modo bem convincente, que estímulos cognitivos e sociais dão contribuições importantes. Eu diria que, para humanos, a situação ótima é alcançada por uma boa combinação desses fatores”, diz Nyberg.

Em uma coisa os experimentos sobre saúde do cérebro parecem concordar: atividade física é fundamental. E, enquanto os especialistas não chegam a um consenso sobre outros fatores, não custa adicionar à receita palavras cruzadas e algum bom entretenimento.

Cássio Leite Vieira
Ciência Hoje/ RJ

Exercícios físicos durante a gravidez

Exercícios no período de gestação trazem muitas vantagens para a mãe e o bebê. Saiba quais são as indicações do pré e pós-parto, segundo a Dra. Karina Zulli

Por Renan Santiago

Quando se fala em gravidez, é inevitável não pensar nos cuidados que devem ser tomados no período de gestação. Para as corredoras então, há sempre uma desconfiança sobre a prática do esporte nesse período tão importante da vida da mulher.

São inúmeros os comprovados benefícios que a atividade física traz para as gestantes: diminuição da tensão no parto, a redução dos riscos de diabetes gestacional, a prevenção de lombalgias, a rápida recuperação no pós-parto, entre muitos outros. “As mulheres podem treinar durante toda a gestação. Elas ganham menos peso com o passar dos meses e toleram melhor as contrações e dores no momento do parto. Até mesmo as sedentárias quando engravidam são aconselhadas a praticar algum exercício físico devido à vasta gama de benefícios que ele promove”, explica a Dra. Karina Zulli, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz.

A especialista esclarece que o volume dos treinamentos não precisa ser reajustado nesse período: “De maneira alguma o fluxo de exercício deve ser diminuído ou parado quando diante de uma gestação tranquila. Hipótese que só precisará ser levada em consideração se a gestante apresentar alguma alteração materno-fetal”, relatou.

No entanto, cuidados com a nutrição devem ser considerados para que a gravidez não enfrente complicações. “Gestantes que correm devem ter mais atenção com a alimentação e quantidade de água ingerida, uma vez que a atividade física possibilita maior perda sais minerais, eletrólitos, vitaminas e líquido”, adverte a médica. Portanto, manter uma boa fonte de nutrientes nesse período é imprescindível.

A ginecologista falou ainda sobre a prática da corrida após a alta médica e que isso depende diretamente do tipo de parto realizado. “Após um parto normal, a mulher já está apta a retomar suas atividades sem necessitar de qualquer tipo de repouso específico. Com a alta hospitalar, em média três dias após nascimento do bebê, a mãe pode começar a se exercitar sem uso de musculatura abdominal, como caminhada, exercícios localizados de braços e pernas. Depois da cesárea, recomendam-se trinta dias de descanso até que a rotina de treino se reinicie, devido ao tempo de cicatrização das camadas mais internas do abdome”. Além disso, a Dra. Karina Zulli enfatizou que a amamentação deve ser realizada simultaneamente à prática de exercício físico, sem prejuízo algum.